segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Summer Sun: O Regresso de Astara


Astara pôs os pés em terra depois da queda da Atlântida. Ela descansou num lago. Este lugar situa-se algures entre a América do Norte e do Sul. Numa ilha que foi formada após as mudanças tectónicas. Ainda que contivesse apenas areia. Terra estéril…

Astara fazia parte do Templo do Amor na Atlântida. Haviam outros membros deste templo. Todas eram Altas-Sacerdotisas. Elas eram as responsáveis por Gaia-Sofia. Neste planeta de livre-arbítrio, eram elas que mantinham as energias estáveis num estado de Amor. Eram elas que ancoravam o Amor. Eram elas quem protegiam o Santo Graal.

Elas também eram as líderes da Atlântida. Os líderes foram escolhidos com base no seu desenvolvimento espiritual. Mas então, elas - as Sacerdotisas - começaram a ver os sinais. Havia trevas a crescer. Elas tinham que se preparar. A experiência estava a trazer os resultados mais inesperados. Então elas tiveram que criar um plano. Claro que isso, também, era um ciclo. O ciclo deveria terminar. Elas formaram um plano, um plano que poderia ser mudado, mas sempre levaria a experiência até ao fim e com o resultado sendo a salvação de Gaia-Sophia seria salva.

Então as Sacerdotisas precisaram de uma voluntária. E a voluntária foi Astara. Ela era jovem comparada com as outras Sacerdotisas, mas era poderosa e voluntariosa. O seu dom era a sua adaptabilidade. Ela poderia aceitar a mudança rapidamente e crescer a partir dela. Ela também podia curar-se. Então, quando todas as Sacerdotisas tivessem deixando o Planeta, ela ficaria. Ela aceitaria a vida num corpo limitado, mas quando chegasse a hora, ela iria começar a lembrar-se e a reclamar-se a Si mesma.

Enquanto as Trevas implantavam os outros, Astara também tinha um implante. O seu implante foi positivo, embora fosse um implante de Elohim. Ajudaria-a a auto-recuperar-se nas formas das suas encarnações passadas. Como as trevas implantariam todos na superfície com o que os faria esquecer o passado, o implante Elohim de Astara ajudaria-a a acordar lentamente, tomando conhecimento das suas encarnações passadas em sonhos e visões, e fundindo-se a elas, curando-se delas.

Foi no tempo da Atlântida que chegaram [n.t. ao Planeta Terra] seres com intenções negativas. Alguns dos líderes existentes cederam lugar às trevas a fim de as experimentar. Eles foram tão ingénuos. Como podiam não saber? As trevas criaram novos corpos e convenceram os outros a entrar neles [n.t. a encarnarem neles]. No começo, foi um jogo agradável. Os novos corpos eram livres dos implantes e haviam muitas possibilidades de novas experiências. Bem, não fosse a vida uma experiência não é?!

Somente quando se valoriza a vida! As trevas não valorizavam a vida. Depois de iniciarem este novo procedimento da troca de corpos é que, lentamente, introduziram os implantes. Com o tempo tornaram-se especialistas. Eles foram capazes de enganar muitos. Antes que a população pudessem perceber o que estava acontecer, quase toda a Atlântida foi implantada e todos os atlantes tornaram-se escravos das trevas, servindo-os de todas as formas possíveis. Para as trevas isto era um jogo do qual nunca se cansavam. Quanto mais jogavam, mais queriam jogar.

Eles criariam essas criaturas e até as colocariam em novas terras. Não foi uma surpresa quando se viu um ser metade homem metade animal na superfície. Até os humanos...

As trevas gostavam das suas bebidas - os elixíres feitos de flores. Quando eles ficavam aborrecidos, eles mudavam os seus corpos. Você não saberia quem era quem. A Mãe Gaia tornou-se num planeta de enganos...

Os videntes das Altas-Sacerdotisas viram os sinais com bastante antecedência. Elas decidiram sair. Astara, entre todos os voluntários, ofereceu-se para ficar. Ela ficaria e tornar-se-ia na âncora para os outros voltarem novamente. Quando chegasse a hora certa - quando a experiência estivesse para terminar.

No dia em que a Atlântida caiu, ela foi ao Templo do Amor para vê-lo pela última vez. Ela sentou-se sob a Cúpula do Amor na fonte, não sabendo o que faria a seguir e ela acalmou-se ao ouvir o fluxo de água.

A maior parte dos seres vivos tinham saído, eles sabiam que o que estava para chegar. A maioria tinha ido para os mundos subterrâneos, criando novas civilizações lá. Então, Astara ficou sozinha. Pela primeira vez na sua existência, Ela não sabia o que fazer a seguir. Então Ela foi para o local com o qual estava mais familiarizada. Ela foi para a casa dela e esperou - esperou pela última gota. Ela esperava que isso não acontecesse. Ela sabia que seria uma longa espera, haveria sofrimento, não seria apenas o sofrimento dela, seria sofrimento para todos. Ali mesmo, a adorável Astara preparou a sua mente. Ela ficaria na superfície e ajudaria a construir civilizações. Ela lideraria-as como fez uma vez na Atlântida. Ela mostrar-lhes-ia como viver em Amor e harmonia, não fosse ela uma mostradora de caminhos. E isso era exactamente o que ela iria fazer.

Astara tinha asas. Quando a Atlântida afundou, ela foi a última a sair.

Então Astara decidiu ir para Este, Ela escolheu Nínive, onde hoje é Mosul. Ela encontrou lá humanos. Ela reuniu-os. Ela construiu lá templos do solo. Ela curou os humanos, ensinou-os a sobreviver. Ela ensinou-lhes arte. Mostrou-lhes como fazer coisas do barro, da agricultura, e criou círculos de mulheres e mostrou-lhes o poder da intenção em massa.

Embora tivesse que manter a maior parte do conhecimento para si mesma, ela criou edifícios e colunas... Ela criou arte. Ela ensinou a arte às pessoas. Porque ela sabia que o feitiço do esquecimento consumiria tudo, até ela mesmo eventualmente. Então, decidiu usar a arte como uma ferramenta, algo para a fazer recordar.

Foi uma longa espera por ela. As pessoas lembraram-se dela com nomes diferentes. Ela foi Isis, Ishtar para alguns. Ela foi a Mãe Sekhmet, Hathor, Ma'at e Bastet. Muitos conheciam-a como Eos, e talvez, o último nome que ela recebeu: A Portadora do Amanhecer – a Deusa Aurora!

Muitas vezes, as civilizações que ela criou foram tomadas por grandes bolas de fogo. Depois de cada uma, ela juntava o que restava e ia para outro lugar e começava de novo. Então, vida após vida, as trevas roubavam um pedaço dela. Eles mataram-na muitas vezes. Cada vez que ela era morta, ela voltava de novo! Ela não gostava de guerras, mas teve de aprender. Até que, um dia, ela estava tão implantada e cansada que já não conseguia lembrar-se de quem era!

Oh Querida Astara! Tu que estás a voltar agora! Tu estás a voltar! Estás a seguir as pistas para recuperares quem És!

Oh Querida Astara, eu posso ver a tua Luz! Tu estás a despertar nos corações dos muitos em quem tocaste! Estás a acordar para recuperares a Tua identidade!

Este ciclo está finalmente a chegar ao fim e Tu, Astara, estás a tornar-te Una novamente. Como Aurora! Como Um! Como uma fénix, Tu está a emergir das tuas cinzas!


Que haja Luz! E somente Luz!


Fonte: http://isigacagri2015.blogspot.com/2017/10/return-of-astara.html
Tradução: Rosa de Vénus (arosadevenus@gmail.com)
Revisão: Colaborama